Província de Tete está a registar chuvas normais um pouco por todos os distritos e os caudais dos principais rios que atravessam a região como o Zambeze, Chire, Revúbue, Mazoe e Luenha ainda não atingiram os níveis de alerta para a segurança da população que vive nas zonas ribeirinhas.

O delegado do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) em Tete, Joaquim Curipa, disse que a actual situação é considerada calma, embora haja necessidade de tomada de medidas preventivas para qualquer fenómeno de desastre natural.

Entretanto, o Boletim Informativo da ARA-Zambeze indica que níveis hidrométricos na bacia do rio Zambeze registam oscilações com tendência a subir, devido aos escoamentos oriundos dos países vizinhos e às descargas da barragem da Hidroeléctrica de Cahora-Bassa.

Assim, a direcção da ARA-Zambeze apela a todos os governos distritais, agentes económicos, utentes e beneficiários dos recursos hídricos das bacias hidrográficas dos rios Zambeze, Púnguè e Búzi e ao público em geral para a tomada de precaução, devendo retirar-se das zonas de risco a inundações e interditar a travessia dos rios.

Salienta que nos últimos tempos o período compreendido entre Outubro e Dezembro e Janeiro e Março a província de Tete tem vindo a sofrer ciclicamente de fenómenos de desastres, caracterizados por seca, chuvas fortes e ventos fortes, resultante de escassez e excesso das chuvas que afectam infra-estruturas sociais, deslocamento de pessoas e obstrução das vias de acesso e por consequência afecta a economia dos distritos propensos e vulneráveis à insegurança alimentar e nutricional.

É neste quadro que se toma como base na visão estratégica do Plano Director a prevenção, prontidão, mitigação, resposta e recuperação para evitar a perca de vidas humanas que resultem de desastres/calamidades.

“Neste momento não temos nenhum registo de alarme nos principais rios que atravessam a província, entretanto no terreno principalmente no baixo da bacia do Zambeze que engloba os distritos de Dòa e Mutarara os comités de gestão de desastres estão em prontidão para intervenção a qualquer eventualidade de ocorrência de riscos de desastres”, assegurou Joaquim Curipa.

Em relação à população em risco ao nível da província de Tete, de acordo com o Plano de Contingência da Época Seca, Chuvosa e Ciclónica 2020/21, cerca de 168.695 pessoas poderão eventualmente ser afectadas pela seca, 2982 por ventos fortes, 468 inundações localizadas, 10.363 por cheias na bacia hidrográfica do Zambeze, totalizando 182.508 pessoas em risco nos três cenários.

“No cômputo geral, há no seio das estruturas do componente no Comité de Gestão esforços multiformes para minorar o impacto dos eventos”, adiantou Joaquim Curipa.

Para o acompanhamento, monitoria integral e efectivo da estação chuvosa e ciclónica, uma vasta equipa constituída por técnicos e pessoal administrativo da Administração Regional do Rio Zambeze (ARA-Zambeze) está estacionada na sede da entidade na cidade de Tete e alguns nos distritos de Zumbu e Caia, respectivamente nas províncias de Tete e Sofala, para além de leitores e operadores de sistema de rádios de comunicação.

Para o caso específico da barragem da Hidroeléctrica de Cahora-Bassa, a gestão da albufeira é realizada em coordenação entre o Conselho de Administração da empresa HCB e a direcção da ARA-Zambeze, com a disponibilização em tempo útil dos dados hidrológicos das estações a montante e a jusante da Albufeira.

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