Em Maputo, os munícipes consideram a superlotação nos autocarros como uma das principais causas para os elevados números da COVID-19. Os munícipes pedem mecanismos do Governo para solucionar o problema.

Depois do Estado de Emergência no país, que entre outros aspectos estabelecia determinado número de passageiros a serem transportados nos carros e autocarros, em Maputo a situação parece ter voltado à normalidade.

Em muitos casos, na capital do país, os autocarros voltaram a carregar de forma superlotada. Sem respeito ao distanciamento físico de um metro e meio, os passageiros empoleiram-se de forma apertada, e nem há centímetros de distância se quer. Tal facto pode ser uma das principais causas para o aumento de casos da COVID-19 nos últimos dias, entendem os munícipes.

“É por causa dos chapas”, expressou ao “O País” uma entrevistada em Zimpeto, que considerou a alocação de mais viaturas como uma possível saída.

“Entendo que uma das principais causas para o aumento de casos da COVID-19 que temos visto nos últimos dias é a problemática dos transportes. O Governo devia prestar atenção a este assunto. É que não temos como. Você pode usar devidamente a máscara de protecção facial, mas quando o assunto é pegar um autocarro, há superlotação. Como se pode evitar a propagação da COVID-19 assim?”, questiona outro munícipe.

Diante destas questões, os munícipes pedem soluções do Governo para que se ultrapasse o problema.

“O problema é que o Governo só fala e não vive o que temos passado. O Governo devia sentir o que temos passado. O Governo não sobe estes chapas”, lamentou ao “O País” um passageiro que expressou ser necessário se ter em conta que a culpa pelo aumento de casos “não é propositada”.

A cidade de Maputo continua a ser o epicentro da COVID-19 no país. Para além de acumular o maior número de casos positivos, a capital do país continua a reportar o maior número de pacientes internados.

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